| O dever que pode matar o amor |
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| Escrito por padretojo |
| Terça, 16 Março 2010 17:52 |
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Neste quarto domingo da Quaresma, escutámos um dos mais belos textos, senão mesmo o mais belo, elaborados por Jesus. Refiro-me à parábola transmitida por São Lucas em 15,11-32. Já lhe demos vários nomes: "os dois filhos", "parábola do filho pródigo", "parábola do pai pródigo", etc., conforme a perspectiva da personagem da qual vestimos a pele. Para esta semana, gostaria de propôr a reflexão a partir da atitude do "dever". Na mente do filho mais novo, esta atitude parece ser activada pelo desejo da autonomia e da distância, própria de uma fase adolescente. Na mente do filho mais velho, é um imperativo para garantir a sua dependência e proximidade. Ora, autonomia e dependência exageradas disturbam a relação afectiva autêntica, aquela capaz de alimentar o verdadeiro amor e uma autêntica amizade. Propõe-se, para uma vivência saudável e feliz das relações humanas, uma autonomia dependente sintetizada no abraço sempre bem-disposto do Pai e na sua casa sempre aberta para a festa. Esta síntese só poderá ser conseguida pelo equilíbrio entre distância e proximidade, e numa visão e vivência correctas da obediência e do dever. |
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